
Tenho trabalhado muito. Isso é fato.

Silvio Meira, uma das principais referências sobre a internet e o mundo em rede no Brasil, aponta os impactos que a conectividade, a singularidade, o acolhimento e as infinitas variedades geradas pelo processo tecnológico que vivemos trazem para o nosso cotidiano.
Aprender, desaprender e reaprender tornou-se fundamental para os profissionais de todas os setores que querem avançar neste novo ecossistema em formação acelerada e exponencial.
Convivemos e conviveremos cada vez mais com rupturas contínuas. O novo ecossistema favorece cada vez mais agentes independentes em contato competindo/cooperando para sobreviver.
A vida sempre foi expectativas, exercícios, experiências. O novo ecossistema promove o futuro vindo do futuro.
A tecnologia = plataforma para cOOpetir. Vivemos uma explosão cambriana. Que nos leva para as nuvens, o mundo da informaticidade (todo o processamento na rede) em contrapartida ao mundo da eletricidade.
A Era do Conhecimento chegou e, neste tempo de embate com a herança passada, vai varrer do mapa quem parou no tempo.
São sobre estas idéias que Silvio Meira discorre nesta apresentação feita no evento MediaOn, promovido pelo portal Terra e o Itaú, em outubro de 2009.

Clique aqui e confira um pequeno documentário da Nike, chamado 1Love Brooklyn, que homenageia o bairro novaiorquino.
Este é um dos cinco documentários criados pela marca para celebrar Nova York, dentro da campanha 1Love, focada no World Basket Festival, evento que vai rolar na cidade.
Neste vídeo, o protagonista é o rapper, compositor e produtor Theophilus London.
Os outros docs são protagonizados pelo rapper Corey Gunz (Bronx); pelo grupo de BMX streetwear Format (Queens), pela rapper Miss Banks (Harlem) e por Emilio Sparks (Staten Island).
*Via CCSP


Em algum lugar do passado há um cemitério cheio de lápides, todas com a mesma inscrição: ?aqui jaz a pretensão de saber como é o amanhã?. As vítimas são as previsões sobre o futuro, mortas em série na flor da ingenuidade quando o ego de suas propostas ainda nem estava formado. É doce e tentador adivinhar o futuro. Mas toda previsão é um Suflair: cheia de furos e aerada por natureza.
Exemplo recente? A Seleção do Futuro, que era a visão de Dunga antes da Copa sobre o futuro da seleção. Deu Espanha, cujo jogo lembra algo de Brasil. Um Brasil do passado. Do poder do toque de bola. Da importância do meio-campo. Lembra? Os futurólogos de plantão agora dirão que esse é o futuro para 2014. E é claro que é. Mas sempre foi.
Já li incontáveis previsões sobre o futuro da propaganda, muitas que nem sequer previam mais a existência da própria propaganda. Já li também muita previsão que decretava o fim da propaganda como ela é hoje para substituí-la pela versão digital, como se o todo da propaganda pudesse ser definido por apenas uma de suas aplicações. Só acredito em revolução na propaganda sem o "R". (lembra?) Você mesmo já deve ter se cansado de ler tantas obviedades sobre protagonismo da marca, interação ao invés de interrupção, poder do consumidor, mídias sociais como novo fator de disseminação de mensagens e etc, etc, etc. Mas isso não é futuro, é a verdade da hora. É no máximo a agenda deste e do próximo ano. O futuro de verdade pede visão de telescópio e não de luneta.
Na verdade a propaganda do futuro já está aí. É a maneira como tudo hoje é e será cada vez mais propaganda. A razão pela qual muitos não vêem isso é porque não assimilaram o fato de que no lugar da Era Industrial, estamos na Era da Informação e ao invés da Sociedade de Consumo, vivemos a Sociedade da Comunicação. E assim como é difícil para o peixe enxergar a água, é também para muitos de nós difícil ver que as coisas à nossa volta estão existindo cada vez mais para conectar e transformar tudo em comunicação.
Tecnologia? É claro que tecnologia é o futuro. Mas há mais de cem anos que ela é o futuro de tudo. Nada mais natural que agora ela esteja- como nunca - a serviço da capacidade de gerar novas maneiras de conectar, entreter, comunicar e propagar.
O problema com a tecnologia é nos deslum-brarmos com seu brilho que seduz a maioria a falar muito do meio e pouco da mensagem. E hoje foge-se do conteúdo como diabo da Bíblia. É como já disse em um comercial da TIM: toda banda larga é inútil se a mente for estreita.
Por isso, ao invés de pensar sobre a propaganda do futuro, me preocupa mais saber qual é o futuro da propaganda. Porque nessa inversão de palavras acho que moram questões maiores: o que estamos fazendo neste exato momento, para garantir liberdade de expressão-pessoal, comercial e de imprensa? Qual o futuro da propaganda sem isso? Qual o futuro da comunicação sem isso? Qual o futuro de todo o resto sem isso? Para começar, aproveite que as eleições estão aí e veja que futuro está previsto nas agendas e programas dos candidatos.
Outra questão: a relação cliente-mercado de comunicação. Como está e para onde vai? Qual o futuro da propaganda sem um modelo de negócio saudável para quem produz propaganda? Qual o NOSSO modelo de negócio? Aquele que é o melhor para quem vive do negócio aqui no Brasil?
Outra: qual o futuro criativo da propaganda brasileira se continuarmos focando em ganhar Leões em Cannes na mídia impressa e outdoor - mais de 30 este ano - quando a mídia de maior investimento no País é a Eletrônica, que na categoria Film e Cyber tiveram apenas um Leão brasileiro? Veja que o problema não é ter muito no lugar de sempre. É ter pouco no lugar que precisa. Como e quando vamos desenvolver criativamente a linguagem cinematográfica que é a base de toda comunicação nova?
Futuro não é previsão, é decorrência. Futuro é o resultado do que se faz no presente enquanto se tenta não repetir os erros do passado. Portanto, me questiono que diabos estou fazendo pela propaganda do presente? Que diabos você está fazendo pela do presente? Você sabe como será o seu futuro?
E se esse papo parecer um pouco alarmista, caxias e sério demais, sempre se pode virar para o outro lado sabendo que existe mais de um futuro possível. Vários, aliás. Alguns mais divertidos, por que não?
Futuro Possível 2. Em uma surpreendente virada digital, o candidato republicano nos Estados Unidos vencerá a eleição americana de 2017 depois de 2 mandatos seguidos de Obama. Os Republicanos, cansados de levar surra de internet dos Democratas, mudarão a estratégia publicitária que será inteiramente baseada no móbile-marketing, dominando os celulares que se tornarão terminais pessoais das urnas eletrônicas de votação. Por conta disso, haverá fusão maciça de operadoras até que apenas uma grande operadora global surja, acabando com a 3ª guerra mundial de planos e tarifas que se arrastava há décadas.
O mundo e a propaganda chegarão à internet 11.0, criada depois da derrocada das versões anteriores, vítimas de vírus de computador deflagrados por hakers-bomba da DigitAl-Qaeda, agência especializada em detonar redes sociais.
Steve Jobs e Bill Gates chocarão o mundo ao revelarem que na verdade são irmãos separados no nascimento. A revelação levará a criação de uma nova companhia - A MicroApple- com os dois como sócios majoritários: Steve com 51% e Bill com os outros 51%. A campanha ?I?m a PC and I?m a Mac?, será aposentada depois de anos, sendo substituída pela campanha ?I?m a MaPc.?, com promoções casadas das duas plataformas.
As agências on line verão sua estratégia de obsoletar as agências off line ir por terra quando as últimas se tornarem as primeiras e as primeiras não verem alternativa a não ser tentarem incorporar o que há nas últimas.
Por conta disso, os termos ?on e off? só continuarão sendo usados por jornalistas e suas fontes. Em off, é claro.
Finalmente, em 2028, as agências fecharão suas portas, sem ter mais como arcar com o PITCH FEE, inversão criada pelas empresas multinacionais em 2012 como pedágio que as agências devem pagar para participarem de concorrências por suas contas publicitárias.
Logo após esse período, a carreira de publicitário no Brasil também deixará de existir, já que devido à tecnologia, todos os habitantes do País se tornarão automaticamente publicitários, acumulando essa função com a de técnicos da seleção brasileira. Alimentada por inteligência artificial, a internet se tornará consciente em 2038 e se autodenominará Skynet, com registro, domínio e marca depositados à revelia de James Cameron. Presenciando a devastação da Amazônia e as campanhas de varejo, Skynet precisará de apenas uma fração da inteligência adquirida para concluir que o ser humano e os gritos de ?só até sábado? são uma ameaça grande demais ao planeta e assumirá o controle de todos os meios de comunicação e máquinas em operação no mundo, principalmente as motosserras e os splashes eletrônicos de liquidação, voltando-os contra os militantes do MST.
Em um ato secreto desesperado, o presidente do senado então retaliará, nomeando seu bisneto John Connor S. para combater as máquinas, usando para isso a mais ameaçadora delas: a estatal.
Para acabar de vez com a ameaça global que a propaganda se tornou, o neto de Lula mandará a neta de Dilma desligar todos os computadores da tomada. É claro que além do futuro possível 1 e 2, você mesmo pode criar o seu.
Quem resiste a um Suflair?
* presidente e diretor geral de criação e planejamento da NeogamaBBH



Um grupo de monges budistas fez, mesmo que inocentemente, uma ação de buzz que muita agência gostaria de ter feito.
Durante mais de 20 anos eles coletaram 1,5 milhão de garrafas de vidro para construir um templo budista ecologicamente correto. Além do próprio esforço, os aprendizes de Buda contaram com o engajamento do povo local.
O critério? Que a maioria das garrafas fossem verdes.
E qual a marca foi selecionada? Ela mesma, a Heineken.
Foi assim que construíram um complexo de 20 edifícios, que inclui o tempo principal sobre um lago, o crematório, salas de oração, acomodações e até banheiros para os turistas.
E nem os mosaicos de Buda escapam da empreitada verde - eles foram criados com as tampinhas de Heineken.
iPad + Velcro from Jesse Rosten on Vimeo.


Já está no youtube o primeiro viral, de três que compõem a ação, do Reveillon Enchanté Celebration, a maior festa de virada de Maceió, que já ocorre há 6 anos, sempre trazendo grandes atrações do cenário nacional. Este ano a banda que vai ditar a festa é a J.Quest, além de Trem de pouso, Dj paulo Pringles e outras atrações locais. O Enchanté vai ocorrer em vários estados do Nordeste.
A festa será à beira-mar na praia da Jatiúca e terá capacidade para 5 mil pessoas.
O viral foi criado pela agência ECO(@agenciaeco), uma nova agência no mercado publicitário alagoano. Os pontos de vendas para o Reveillon Enchanté Celebration são: Loja Hit, Flulook e Gazar Outlet.
O que mais se comenta nas últimas duas semanas é a técnica usada pla DPZ, no novo filme do Itaú Personalitte. Para os Diretores de Arte que estão afim de aprender a técnica, segue o link do tutorial para o Photoshop.
http://www.tiltshiftphotography.net/photoshop-tutorial.php
Para quem ainda não viu o filme do Itaú:
Making of:
Dirce Domingues*
Parece um tanto óbvio falarmos em começo, meio e fim de uma ação promocional. Mas, para muitos, infelizmente, não é bem assim. Principalmente no mercado de eventos, criar uma ação inovadora, baseada em conceitos bastante atuais como o brand experience, é ainda novidade e seus processos desconhecidos pela maioria.
Gerar valor ao consumidor por meio de uma experiência em um ambiente controlado parece ser totalmente seguro. Porém, ao contrário do que se pensa, não basta colocar à disposição uma situação de interação com o produto. É preciso mais. É preciso um acompanhamento do início ao fim do processo interativo. Em alguns casos, para que o consumidor não se sinta abandonado pela marca, o planejamento precisa, inclusive, prever a continuidade deste relacionamento.
A palavra-chave para todo o processo de experiência é “sentir”, ou seja, gerar sentimento, nem sempre controláveis, nos consumidores. Este deve ser o principal objetivo de uma ação com foco em brand experience.
Aliás, a experiência é uma ação cujo resultado é de difícil mensuração. Como garantir que a intenção será bem interpretada pelo consumidor? Essa é a pergunta que nos cabe fazer a cada etapa de criação de uma ação de brand experience. E as etapas são: atração; experiência em si; conclusão; e, quem sabe, extensão.
Tendo claro cada uma das etapas fica mais fácil desenhar um modelo adequado de experiência. O principal ponto, no entanto, está em conhecer o público-alvo em profundidade e estar certo que o produto tem algo, de fato, a agregar e oferecer.
Um exemplo de experimentação em feiras e eventos é a ação que desenvolvemos para Electrolux. Inicialmente criada para a 25ª Edição do São Internacional do Automóvel em São Paulo, o sucesso foi tão grande que a ação será permanente em todas as ativações para promover as lavadoras de alta pressão e aspiradores da marca no ano de 2009. Para se ter uma ideia, no Salão do Automóvel, conseguimos impactar diretamente mais de dez mil pessoas.
A ideia inicial era criar um ambiente propício à experimentação. O estande foi projetado para abrigar ações com as duas categorias de produtos, além do atendimento a convidados e possíveis novos clientes. Os promotores realizaram uma blitz junto aos visitantes da feira para convidá-los a participar da experimentação.
No primeiro momento, os visitantes eram convidados a “sujar” o carro com armas de “paintball“. Muitos nunca haviam participado de uma brincadeira semelhante, o que cria uma sensação de liberdade e realização simultânea. É esta sensação que envolve o público e que pode fazer com que pequenas experiências gerem grandes resultados.
Depois de sujar os carros, os consumidores podiam utilizar as lavadoras de alta pressão para limpeza. Posteriormente, o cliente seguia para o display equipado com bancos e carpetes. Nesta fase, ele podia sujar a vontade os bancos para testar a potência dos aspiradores de pó expostos no estande. O próximo passo era a participação do sorteio de um brinde, que inclua as lavadoras de alta pressão e aspiradores, para levar na mesma hora.
Em uma ação com esta, em um grande evento no qual a maioria dos participantes apenas expõe os produtos, criar situações de participação, certamente, contribui para a criação de valor para marca. O ponto de partida é que, além de agir de forma criativa e inovadora, é preciso agregar conhecimento, sentimento, inteligência. E nada melhor para isso do que uma brincadeira inteligente.
Com um consumidor cada vez mais participativo, criar oportunidades de interação tornou-se uma tendência irreversível. Hoje, não basta apenas expor produtos ou serviços. É preciso envolver o consumidor e convidá-lo a participar. A experiência não precisa ser grandiosa. Porém, precisa ser sempre inusitada, surpreendente.
Cachorro-Peixe para o SpaceFox, Gritos para o Twix, La Fortuna para a nova Saveiro e a campanha de novos planos para a Claro são alguns trabalhos realizados por Gustavo Sarkis, redator da AlmapBBDO e quarto entrevistado do blog. Bom, pela qualidade das campanhas torna-se fácil imaginar a qualidade da entrevista. Uma ótima aula em 8 perguntas.
Boa leitura e bom aprendizado.
1. Fale um pouco da sua trajetória em publicidade e seu início na AlmapBBDO.
Eu comecei na Propeg em Salvador. Primeiro fiz aquele estágio rotativo, passando por todas as áreas, atendimento, mídia, produção, e, quando passei pela criação, tive a sorte de o diretor de criação ter notado que eu ficava fazendo títulos até às oito da noite. Nessa época e local, isso significava ficar até tarde. Com isso eu ganhei um estágio fixo na criação. Quatro anos depois, eu achava que já tinha uma pasta que não faria feio na mesa de um diretor de criação em São Paulo. Botei a pasta embaixo do braço e vim bater na porta da DM9, W/Brasil, todas as agências que faziam aqueles anúncios que eu olhava no anuário e sonhava em um dia fazer igual. E foi assim que eu troquei minha vaga de redator sênior na Propeg por três meses de estágio na Talent sem garantia de renovação. Fiquei lá por quatro anos, onde tive a chance de trabalhar com o Mauro Perez, Marcelo Aragão, Alexandre Peralta, Ana Carmem e Júlio Ribeiro. Até que um dia o telefone tocou e uma secretária disse um minuto que Marcello Serpa vai falar. Trabalhar numa agência como a Almap para mim era o máximo. Era tanta gente boa fazendo trabalhos incríveis que eu sentia que precisava dar tudo de mim para acompanhar o ritmo. Hoje, com sete anos de Almap, a sensação continua a mesma.
2. O que realmente importa na hora de avaliar a pasta de um candidato a estágio?
Um candidato a estágio tem que mostrar que é bom com os poucos recursos que têm. Não dá para impressionar com idéias mirabolantes que vão ficar no meio do caminho, porque não existe verba de produção. Pensem em idéias simples e criativas, não só em mídia impressa, mas também em ações de guerrilha, internet, outdoor, mídia integrada. Quando você é estagiário, vai receber jobs com pouca ou nenhuma verba. Quem for capaz de resolver isso com eficiência já vai sair na frente.
3. Volkswagen, Havaianas e Gatorade são referências em boa propaganda. E você atende todas elas. Além de muito trabalho, como criar com freqüência diversas campanhas sem perder a qualidade?
Em primeiro lugar vem o que você citou : muito trabalho. Dulcídio Caldeira, diretor de criação aqui da Almap, tem uma frase muito boa sobre isso. Ele diz que as boas idéias vem da herpes. Um job só fica bom quando você trabalhou a ponto de baixar a resistência, pegar uma gripe, estourar uma herpes. Depois, vem outra coisa também muito importante. Clientes como Volkswagen, Havaianas e Gatorade querem colocar boas campanhas no ar. Eles vibram com uma boa idéia, apóiam, lutam junto com a gente para que a campanha aconteça. Isso faz uma grande diferença. É muito mais difícil quando só a agência tem coragem de apostar num trabalho criativo.
4. Você participa de reuniões de briefing? Como o redator pode ajudar o cliente a entender melhor o próprio pedido e fornecer informações relevantes?
Ajudando o cliente a simplificar o máximo possível. Para mim, o brief bem feito é aquele que pode ser resumido em uma frase.
5. Existem atenções especiais ao escrever para a internet? A linguagem deste meio é muito diferente dos meios tradicionais?
Você precisa estar atento aos recursos que a internet oferece. A cada momento surgem novas tecnologias que permitem interagir com o consumidor das mais variadas formas. Eu não sou um especialista no assunto, mas quando crio para essa área sempre procuro contar com a ajuda de um redator ou diretor de arte da equipe on line aqui da agência. Mas, antes de tudo, para mim o que vale é a boa idéia. Uma grande idéia vai poder funcionar muito bem em qualquer plataforma, seja em internet, mídia impressa, TV ou outdoor.
6. Depois de vários conceitos criados e títulos redigidos, como selecionar a melhor ideia para a campanha?
Você sabe que tem uma boa idéia na mão depois que já passou por muitas. Li um texto no site da Crispin Porter Bogusky onde eles dizem que não acreditam em epifanias. Eu penso do mesmo jeito. Para saber que a primeira idéia é a boa, você precisa ter a centésima. Fazer muito também ajuda a melhorar o seu critério. Quando você tem uma pilha de idéias, as melhores vão pular na sua frente. Ainda assim, quando estou em dúvida, tudo fica mais claro depois que eu conto as minhas idéias para alguém. Não só pela opinião de quem ouve, mas também por sentir como a idéia soa fora da minha cabeça. Tem idéias que ganham ou perdem força quando são contadas.
7. Uma curiosidade. Quantas vezes você reescreve um texto antes dele virar anúncio?
Quantas vezes for preciso até ele ficar bom. Às vezes sai de primeira, quase redondo, faltando só um tapinha aqui e ali. Às vezes sai completamente torto e vou reescrevendo. Em geral procuro fazer um texto curto e rápido, porém simpático.
8. Se você estivesse começando na profissão hoje, o que perguntaria para o Gustavo Sarkis, redator da AlmapBBDO, e qual seria sua resposta?
Prefiro ir direto ao ponto e dar um conselho para quem está começando : nosso meio está abarrotado de profissionais que vivem de imagem. Releasings, notinhas, factóides, burburinhos, fotos. Tem muita gente se envolvendo tanto com isso que não sobra tempo para fazer um trabalho bem feito. Marcello Serpa outro dia comentou que as pessoas estão confundindo fama com prestígio. Fama é a consequência de mera exposição na mídia. Prestígio, é a consequência de um trabalho bem feito. Se você puder escolher com quem vai estagiar, prefira alguém que tenha o último.
Para ver mais trabalhos do entrevistado clique aqui e aqui.
*via Puta Sacada